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O home office visto pelo lado de fora

O home office visto pelo lado de fora

Refletindo sobre vidas alheias

O home office visto pelo lado de fora. Sobra tempo, falta tempo, o caos e a liberdade. Paradigmas dos tempos de pandemia ou de uma realidade que já vivíamos, mas ainda estava no piloto automático?

Hoje muitos andam percebendo a necessidade das pessoas em suas vidas, seja para cuidar de suas crianças, da sua casa ou dividir a vida suas alegrias e angustias.

As vidas, os relacionamentos, os casamentos que já andavam em corda bamba, ah esses já não se seguram mais, foi questão de pouco tempo e um pouco de balanço.

Já aqueles que andavam bem das pernas, se não forem cuidados, correm riscos, já que o tempo agora pode ser integral. Isso sem falar dos problemas que fogem do controle e só nos restam ter paciência e a palavra do momento, resiliência.

O home office visto pelo lado de fora tem muitos lados e muitas histórias.

E há quem defenda o seu ponto de vista com unhas e dentes, e tanto faz se as pessoas concordam ou discordam, “essa é a minha verdade! ” Dizem os envolvidos em suas novas experiências.

Lado A e lado B

Com mais tempo para gastar como quiser, sem aquele tempo desperdiçado no trânsito com os deslocamentos. Tem gente tendo mais qualidade de vida pois é, em meio a uma pandemia. Aproveitando esse tempo para curtir a casa, a família, para estudar, praticar uma atividade física, meditar ou colocar a leitura em dia.

No entanto como já disse, há vários lados.

O outro é aquele que está enlouquecido com a falta de organização, de tempo e principalmente com a presença das crianças em casa. Como se dividir em vários ao mesmo tempo e dar conta de tudo? Casa, trabalho, filhos, tarefas escolares, alimentação, ah e sem esquecer da vida conjugal.

Para alguns, o lado que se vive esse home office é questão de escolha, para outros, é questão de sobrevivência.

Com vantagens ou sem o objetivo é o mesmo, sobreviver a 2020.

Os aplicativos de meditação bateram recordes de faturamento, assim como as pesquisas do “faça você mesmo”. Tempo sobrando, necessidade ou economia?

Crianças em casa, marido em casa, esposa em casa ou você sozinho em casa.

Faltam pessoas para conversar cara a cara, ou para te fazer companhia, faltam abraços, sobra estresse, ansiedade, depressão e preocupações. Um happy hour no barzinho, reuniões desnecessárias ao vivo já fazem falta ou você já anda agradecendo por não as ter mais.

Pessoas em telas, mensagens incansáveis no celular, calls para resolver ou criar problemas.

Reuniões marcadas para o horário em que você deveria estar preparando o almoço, ou colocando as crianças para dormir. Nossa dormir, tem gente fazendo muito isso e tem gente que já não se lembra mais da última noite de sono tranquila.

Frases ditas na quarentena

– O bebe dormiu! O que corro para fazer primeiro?

– A reunião começou, fiquem quietos por favor!

– Meu pescoço travou, o problema é a minha cadeira ou o meu estresse?

– Que delícia, passo o dia de pijama!

– Já não sei mais o que é usar sapatos ou conviver com pessoas.

– Nunca mais usei sutiã, o cabelo então nem vê mais a escova.

– Vou fazer a barba só em dias de call.

Frases ditas nessa quarentena que já viraram bordões, memes, boas e más lembranças para o futuro. Mas que com certeza irão enriquecer aqueles que souberem aproveitar os ensinamentos desse tempo tão incerto.

Todos nós estamos do lado de fora do home office de alguém, com isso, jamais saberemos quais são suas reais dores, alegrias e ou frustrações.

Sendo assim, só nos cabe ter empatia, primeiramente por nós mesmos. Sim, a autoempatia, compreender e respeitar o que estamos sentindo, o que desejamos, nossas limitações, defeitos e principalmente que não somos perfeitos.

Respeitar o seu tempo e suas escolhas, sem comparativos e julgamentos. Assim como com as outras pessoas.

Apesar de estarmos vivendo e convivendo com a mesma pandemia, as verdades, experiências e possibilidades são diferentes. Então respeite.

O home office visto pelo lado de fora, com um olhar curioso, cuidadoso, mas principalmente reflexivo.

Aos aniversários, páscoa, dia das mães entre outras datas não comemoradas, e ao adeus não dito, o meu sinto muito.

E quando isso tudo se tornar só história, que tenhamos aprendido o quão importante é a nossa liberdade, a convivência com as pessoas que amamos e o cuidado com a nossa saúde.

 

 

Palestrante Kelly Colombo

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