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E quando voltarmos à normalidade

O outro lado das reclamações

E quando voltarmos à normalidade, quais serão as reclamações?

Quantas vezes você se viu estressado ou chateado com o mundo, com a vida ou com as situações, por não ter tempo para fazer algo que queria muito?

E quantas vezes você disse, “nossa a vida está passando mundo rápido”, “isso está uma loucura”, “para o mundo que eu quero descer”.

Desejo aceito.

E assim segue a lista de reclamações e desejos ouvidos até meses atrás. Antes dessa pandemia colocar o mundo de pernas para o ar, mudar as regras do jogo e começar a ditar o ritmo das nossas vidas.

Pois é, algo que eu vivia dizendo nas palestras, alguém fez por todos nós. Pegou as rédeas das nossas vidas, sem previsão de soltura. Será?

Há quem veja só o lado negativo, como a economia está sofrendo com isso, o número de mortes e infectados. E há aqueles que passaram a se reinventar com todas essas mudanças.

Qual caminho você anda seguindo?

Não podemos nos alienar quanto aos acontecimentos, mas podemos sim dentro do possível, tentar mudar as coisas para melhor.

Existem pessoas que utilizam as dificuldades encontradas no caminho, como desculpas para a não realização de certas coisas. Assim, talvez seja mais fácil. Terceirizar a culpa.

Mas e agora?! O trabalho em home office para muitos tornou se a nova rotina. Para alguns, as férias forçadas. Enfim, em um contexto generalizado, a maior parte das pessoas tem mais tempo.

E muitos hoje se veem perdidos, o que fazer, como organizar e ainda como continuar sendo produtivo.

Já ouvi muito as pessoas dizerem o quanto seria bom ter mais tempo para passar com os filhos, ou o quanto seria bom conseguir praticar alguma atividade física, ou ter um tempinho para ler aquele livro que comprou a meses ou começar a assistir aquela séria.

Pois bem, a vida agora está te dizendo vai lá.

Agora você pode economizar 3, 4h que perdia no transito se locomovendo de casa para o trabalho e vice-versa. Use para fazer o que desejar.

Mas Kelly, as crianças estão em casa, e estamos nos virando nos 30 para dar conta. Então vamos educá-las, criar regras, ensinar a viver em sociedade. Nem que seja nessa mini sociedade que é a família confinada dentro de uma casa.

Está na hora de pararmos de varrer a sujeira para debaixo do tapete e dar um jeito nisso.

Alguns vão concordar, outros continuaram se colocando como vítimas do acontecimento, e há ainda aqueles que realmente irão sofrer. Esses nos precisaremos ajudar.

Se está difícil, para um pouco o mundo, desce, dá uma olhada pelo lado de fora, quem sabe se comparar agora seria um bom caminho. Comparações nos ajudam a ter parâmetros, não para julgamentos, mas para tomadas de decisões, para mudança de opiniões.

Quando vivíamos exclusivamente para mundo lá fora, reclamávamos por estar perdendo o mundo daqui de dentro.

Daí de certa forma, a vida disse ok, vai para dentro.

E agora?

Não é romantizar, é realidade nua e crua. O mundo de dentro é muito mais complicado acredite.

Ouvir seus próprios pensamentos, lidar com os seus medos, com suas angustias, conviver mais e mais com as pessoas que escolhemos dividir a nossa vida e com aquelas que colocamos no mundo.

E nem dá para dizer, vou embora e amanhã resolvo isso, como fazemos com o mundo lá fora.

Então, uma das palavras do momento é paciência. Primeiro, paciência com você, é um mundo novo, apesar dele sempre existir. Depois entenda que não está fácil para ninguém, não recebemos o manual para lidar com isso tudo.

Vamos errar, acertar e as vezes ah sei lá, será melhor só respirar fundo ou dar risada disso tudo. Afinal de contas, acho que nem tudo tem solução ou respostas, então aprenda a aceitar, adapte se a essa situação, ou se preferir chamar de nova realidade.

E relaxa, porque nada é permanente.

Logo tudo muda de novo, e lá vamos nós nos adaptarmos novamente. E para aqueles que estão dizendo logo tudo volta ao normal, acho melhor repensar isso. Afinal de contas, o que seria normal depois de todas as mudanças?

A outra palavra acredito que seria resiliência. Que bom que já estávamos falando sobre ela antes disso tudo começar. Ela já não é mais tão desconhecida como antes.

Esse novo ‘formato de vida”, irá nos puxar para diferentes direções, e as vezes ao mesmo tempo. Daí então, nos caberá depois do puxa puxa, saímos mais flexíveis, não flácidos nem rasgados, mas flexíveis e com certeza mais resistentes mais fortes.

Daí em diante, é só acrescentando novas palavras, novas regras, ou até mesmo tirando.

E quando voltarmos à normalidade.

Contudo, acredito que o mundo, a vida e a nossa rotina, não voltaram ao normal. Porque aquele normal já deixou de existir.

Estamos escrevendo uma nova história, uma nova “normalidade”.

Palestrante Kelly Colombo

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