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Discriminação

Discriminação

Um olhar diz muito

Discriminação, como falar mais a respeito?

Por mais que pensamos em estar dispostos ao novo, sempre haverá algo em que acreditamos estar distante das nossas possibilidades.

Eis que surge uma oportunidade, e eu simplesmente, me ofereci.

Dias antes do pedido, fiquem em casa, o qual estamos passando no momento, eu estava atendendo uma empresa, a qual já tínhamos fechado a algum tempo duas palestras para sua SIPAT.

Fomos até a empresa, realizamos as palestras em uma segunda feira, essas foram contratadas no formato teatralizada, quando contamos com a participação de um personagem. O tema era Motivação, enfim correu tudo como esperado.

Ao termino das palestras, a contratante veio até mim, muito preocupada, dizendo que a palestrante contratada para a quarta feira não poderia comparecer por motivos pessoais.

A minha reação sem pensar foi perguntar: Há a possibilidade de adiar? Ela respondeu que em último caso, mas tinha muita necessidade que aquilo, no caso a SIPAT, terminasse naquela semana. Por conta dos trametes da CIPA.

E eu simplesmente disse, eu faço pra você!

Sim, eu disse isso, já sabia qual seria o tema para as palestras, que no caso eram duas.

Ela me perguntou se daria tempo de preparar, já que eu teria praticamente um pouco mais de um dia. E eu disse que sim.

Bom o tema era discriminação, e eu nunca havia nem cogitado esse tema para o meu portfólio. E hoje, eu não faço ideia por que não. Mas tinha certeza que seria capaz de entregar um bom trabalho, se não com certeza não teria me oferecido.

Oportunidades que nos surpreendem

O processo de construção da palestra, por incrível que parece, por conta do tempo apertado, foi muito bom! Foi uma mistura de revolta, em meio as descobertas nas pesquisas, com uma vontade imensa de querer falar mais respeito.

Por fim, consegui preparar uma apresentação bacana com 3 momentos de dinâmicas, onde explorava situações do cotidiano, que para alguns, passam despercebidas.

Dia da palestra, eu e a contratante apreensivas, mas vamos lá.

Após a realização da primeira palestra, estava eu perplexa por ter dado tudo certo, e preciso confessar, mais do que eu esperava. Sabe aquela palestra que flui, redonda, onde tudo simplesmente funcionou? Então, foi assim.

E não digo isso para fazer propaganda ou para me promover, estou só compartilhando a minha surpresa.

A contratante, que sempre acompanha de perto todas as apresentações, dessa vez não fez diferente. Muito satisfeita, após o término da primeira apresentação, ela veio dizendo “Nossa foi muito bom, estava preocupada por acreditar ser um tema muito chato, achava que alguns iriam cochilar como fizeram no dia anterior com um outro palestrante” (que também apresentou um outro tema que ela julgava ser “chato”)

Talvez a questão não seja ser chato ou não o tema, mas a forma como são abordados, longe de mim julgar o outro palestrante, até mesmo porque eu nem assisti a sua palestra.

Mas acredito que possamos deixar qualquer tema mais atrativo, com o uso da criatividade, domínio do assunto e bom humor. Esse último pode estar presente em qualquer tema, desde que seja usado com bom senso.

Palestra Discriminação

Discriminação por que o diferente incomoda

Enfim, realizei a segunda palestra, que também correu muito bem, e todos ficaram satisfeitos.

Voltei desse trabalho refletindo muito a respeito do que havia acontecido. Como a vida as vezes te empurra para oportunidades improváveis.

Sei que alguns possam estar pensando, ah, mas não é tão improvável assim, já que você realiza palestras. E eu posso afirmar, que dificilmente eu teria optado por colocar esse tema no meu portfólio.

Foi muito bom poder olhar no olho de cada um no decorrer das palestras, e sentir que estava fazendo alguma diferença na vida de cada um.

Com coisas que a princípio parecem tão inofensivas, como por exemplo, não se sentir à vontade de ir a uma festa, onde a maior parte dos convidados será de uma classe social diferente da sua. E você tentar fazer com que entendam, que não somos “menores do que ninguém”.

Discriminação não se trata só da cor da pele, da religião ou classe social. A situação vai muito além. E sim, se pararmos para pensar todos nós, em algum momento da vida, já sofremos discriminação ou discriminamos alguém.

Não vou me estender quanto a esse assunto, quem sabe um dia faça um post sobre.

Mas a questão aqui é, abrace as oportunidades. Por mais desafiadoras que pareçam ou desinteressante que possam parecer.

Você pode se surpreender!

E sim, coloquei o tema no meu portfólio, e não vejo a hora de poder compartilhar as minhas descobertas com mais pessoas. E poder ouvir delas, suas experiências, seus medos e suas futuras vitórias.

Esse é o meu propósito de vida, ajudar pessoas.

Desejo um dia, não ouvir mais sobre experiências como as que ouvi nessa palestra. Desejo um dia, não ver mais no olhar das pessoas, o medo pelo preconceito e a vergonha de serem quem são. PESSOAS

Palestrante Kelly Colombo

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